segunda-feira, 20 de junho de 2011

Caminhos Trilhados


         E na estrada da vida, oh quanto caminhaste...
        Tantas lombadas que tentaram me fazer parar, curvas que me fizeram esperar para não me machucar. A paciência era a minha companheira nesta caminhada, era minha fortaleza para esperar com amor. 
        Caminhos desconhecidos que nem sequer sabia de onde vinha e para onde me levaria. Só sabia que algo me dizia para não parar, que por mais que nessas estradas, encontrasse caminhos tortuosos e escuros, caminhos que os meus pés estremeceriam ao pisar, haveria sempre uma luz que me guiaria pra bem longe, onde lá me sentiria protegida, como que abraçada por anjos, que me fortaleceriam para voltar a trilhar. E de passos em passos, eu seguiria uma estrada reta onde não teria esquerda nem direita, somente seguiria em frente. O sol começaria a raiar, iluminaria a minha cabeça e o orvalho cairia sobre os meus cabelos como a chuva, e ao escorrer do orvalho os meus passos se alargariam, pois os ventos começariam a cercar-me como um redemoinho. Mas era impossível, pois eu estava revestida para trilhar, não haveria nada que pudesse me fazer padecer, e as tentativas eram lançadas em vão.E a cada vento soprado e tempestades levantadas os meus olhos se fechavam e o meu coração se amedrontava, mais dentro de mim eu jubilava, pois sabia que tudo que se erguia era somente pra cair. E nessa estrada cheia de montes, enquanto não cumprisse os caminhos escritos e as vitórias prometidas não poderia parar, pois eu era apenas uma pequena passageira, que não controlava os freios dos meus pés e nessa caminhada enquanto não cumprisse o tempo, eu seguiria o meu destino, eu seguiria o meu Senhor.

( Isabel B. Pon )


Nenhum comentário:

Postar um comentário